sábado, 28 de agosto de 2010

Gente, quero agradecer às meninas da PAV que sempre me dão a maior força, mesmo aquelas que não tem blog mas estão sempre por aqui.
Obrigada, meninas! Vocês são tudo!!!♥

A impontualidade do amor


Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.
Trimmm
! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. 
Por que o amor nunca chega na hora certa? Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.
O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando uns aos outros. Se sentindo um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.
O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.
A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Uma vida

Ontem, fizemos 9 meses de namoro, como já disse, isso é uma vida, então, não podia deixar passar em branco. Mas deixei. E vou tentar me redimir hoje.
Não que eu tenha esquecido, porque acordei com você no meu ouvido me dizendo “Feliz 9 meses” – Isso também não tem como esquecer.
Como se já se tivessem ido 9 anos, ou apenas 9 dias, aqui estamos. Apesar dos pesares, aqui estamos. E juntos, unidos. "Quem vê, acha que já passamos de tudo."
É que fico muito feliz de saber que apesar de alguns incômodos, você não se incomoda. Simplesmente não se importa. Eu quem sou a paranóica.
Acho lindo isso que a gente tem de ser mais que namorado. Porque ser namorado é fácil. Sair com alguém pra mostrar pros amigos; ter alguém no domingo que é quase sempre entediante; ter uma companhia sempre que lhe convém; alguém a quem dar e receber presentes ou só alguém pra andar de mãos dadas e pagar de bom moço é fácil. Nós somos mais. Somos parceiros, fiéis, cúmplices, verdadeiros, amigos. Somos gargalhadas, lágrimas e FELICIDADE. Somos eu em você e você em mim. Como você diz, somos um. E quero ser um com você pra sempre. Quero esses momentos, cada minuto, cada segundo da sua atenção.
Fizemos 9 meses de namoro, pouco tempo, mas temos uma história. Que começou há quatro anos atrás e não sabíamos. Já estava escrito e só faltava a gente ler. Mas a gente leu e tá lendo, e vai continuar lendo junto. De preferência de baixo do edredom e sem Dreher.
Obrigada (5x0 ontem, né?) por me fazer querer passar o resto dos meus dias com você! Que passemos muitas vidas juntos.

Te amo, te amo, te amo, te amo, te amo!

                                                    Maria Laura Bronzoni

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Promessas de casamento




"Em maio de 98, escrevi um texto em que afirmava que achava bonito o ritual do casamento a igreja, com seus vestidos brancos e tapetes vermelhos, mas que a única coisa que me desagradava era o sermão do padre. "Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?" Acho simplista e um pouco fora da realidade. Dou aqui novas sugestões de sermões:

- Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?
- Promete saber ser amiga(o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?
- Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?
- Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?
- Promete se deixar conhecer?
- Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?
- Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?
- Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?
- Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?
- Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?

Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declaro-os maduros."

Martha Medeiros 

quinta-feira, 8 de julho de 2010



(...) Carregue-a e finja que vai jogá-la na piscina… ela vai gritar e te bater, mas secretamente ela irá amar. Segure sua mão enquanto conversam, segure sua mão enquanto você dirige… apenas segure sua mão. Diga que ela está linda, mesmo que esteja acordando; a lembre sempre que é linda. Olhe em seus olhos enquanto fala com ela. A proteja. Faça você, um jantar especial. Mande flores no trabalho dela. Mande cartas sem motivos. Faça mimos. Leve-a a um lugar especial, numa data especial. Faça cócegas, ainda que ela te mande parar. Quando ela fizer cara feia, aperte-a e diga que a ama. Faça surpresas. Deixe-a adormecer em seus braços. Deixe-a brava, e diga o quanto ela fica linda assim. Provoque-a. Deixe-a te provocar de volta. Beije-a na bochecha, beije-a na testa… apenas beije-a. Dedique-se a ela. Deixe-a vestir suas roupas. Deixe-a brincar com você. Deixe que ela se faça de difícil, entre no jogo dela. Vá devagar. Não force nada, e quando você olhar no fundo dos olhos dela, quando seu coração acelerar e suas mãos tremerem discretamente, perceba: você a ama. E agora? Agora faça dessa mulher, a mulher mais feliz do mundo; não a decepcione, nunca. E nunca deixe de dizer o quanto ama essa mulher.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Metade

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Composição: Oswaldo Montenegro

segunda-feira, 24 de maio de 2010

*٭



Não quero pensar besteira, não pensar na verdade. Ou construo o que quero saber ou não preciso saber de nada. Só não posso pensar demais. Porque pensar demais, faz a gente desistir.